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Como fazer uma revisão de escopo passo a passo (PRISMA-ScR)

Uma revisão de escopo não pergunta se algo funciona. Ela pergunta o que já existe sobre um tema, como essa produção se distribui e onde estão os vazios. Por isso ela inclui qualquer tipo de fonte de propósito, não hierarquiza a qualidade da evidência e termina numa agenda de pesquisa, não num veredito. O relato segue o PRISMA-ScR, que é outro checklist, com outros itens.

Quando escolher revisão de escopo

A escolha não é de dificuldade, é de pergunta. Se você quer saber se uma intervenção produz um efeito, e o campo já tem estudos comparáveis, a revisão sistemática é o método. Se o campo é recente, disperso ou conceitualmente confuso, e você ainda não sabe o que existe, a revisão de escopo é o método, e frequentemente é ela que torna possível uma revisão sistemática depois.

PRISMA 2020 e PRISMA-ScR: mesma família, checklists diferentes

Os dois nomes começam igual e é comum tratá-los como sinônimos, mas eles pedem coisas distintas. Apresentar os 27 itens do PRISMA 2020 num relatório de revisão de escopo já é, por si só, um erro de relato.

 Revisão sistemáticaRevisão de escopo
Perguntaisto funciona?o que já existe?
DiretrizPRISMA 2020 (Page et al., 2021)PRISMA-ScR (Tricco et al., 2018)
Itens do checklist2722, sendo 20 essenciais e 2 opcionais
Esquema da perguntaPICO, PEO ou PICoPCC: população, conceito, contexto
Tipos de fonterestritos pelo desenho elegívelabrangentes de propósito, inclusive literatura cinzenta
Risco de viésexigidoopcional, e em geral não realizado
Extraçãoextração de dadosmapeamento dos dados (charting)
Registro do protocoloPROSPERO ou OSFOSF: o PROSPERO recusa
Fecho do textosíntese da evidência sobre o efeitosumário da evidência e agenda de lacunas

O que o PRISMA-ScR não tem também importa: não há itens de risco de viés, medida de efeito, viés de publicação nem certeza da evidência, porque nada disso pertence a um método que mapeia em vez de julgar.

O passo a passo

O erro que mais aparece em parecer: concluir que uma intervenção é eficaz ou superior. O desenho de uma revisão de escopo não sustenta essa inferência, porque ele não avalia a qualidade nem compara efeitos. O fecho legítimo descreve o que o campo cobre e o que ele ainda não alcançou.

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Perguntas frequentes

PRISMA 2020 e PRISMA-ScR são a mesma coisa?

Não. São dois checklists diferentes da mesma família. O PRISMA 2020 tem 27 itens e orienta a revisão sistemática. O PRISMA-ScR é a extensão para revisões de escopo, com 22 itens, sendo 20 essenciais e 2 opcionais, e não tem os itens de risco de viés, medida de efeito, viés de publicação nem certeza da evidência.

Dá para registrar uma revisão de escopo no PROSPERO?

Não. O PROSPERO não registra revisões de escopo. O protocolo deve ser registrado no OSF, em osf.io/registries, ou depositado em plataformas como o Figshare, sempre antes da seleção das fontes.

Revisão de escopo precisa avaliar risco de viés?

Não é obrigatório. No PRISMA-ScR a avaliação crítica das fontes é item opcional, porque o objetivo do método é mapear o que existe, e não hierarquizar a força da evidência. Se a avaliação for feita, ela precisa estar prevista no protocolo e descrita no método.

Revisão de escopo é mais fraca que revisão sistemática?

Não é mais fraca, é outra pergunta. A revisão sistemática responde se algo funciona; a revisão de escopo mapeia a extensão, a natureza e a distribuição da evidência e identifica lacunas. Em campos emergentes, a revisão de escopo costuma ser o passo que torna possível uma revisão sistemática depois.

Conduza a sua revisão de escopo sem o trabalho braçal

O SistematIA faz os dois métodos. Ao criar o projeto você escolhe o tipo, e o app se ajusta inteiro: pergunta em PCC, mapeamento no lugar da extração, checklist do PRISMA-ScR, registro no OSF e o manuscrito redigido na voz certa, que mapeia a evidência e nomeia as lacunas em vez de afirmar eficácia. Busca real nas bases, referências com DOI conferível, em seis idiomas.

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