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Como fazer uma revisão sistemática passo a passo

Uma revisão sistemática se faz em sete etapas encadeadas: formular a pergunta em um esquema estruturado, definir os critérios de elegibilidade, montar e registrar a estratégia de busca, remover duplicatas, triar em duas fases registrando o motivo de cada exclusão, extrair os dados dos estudos incluídos e sintetizar os achados no manuscrito. O que separa uma revisão sistemática de uma revisão comum não é o tamanho da bibliografia: é a rastreabilidade de cada decisão.

As sete etapas, na ordem

  1. Pergunta estruturada. Antes de qualquer busca, a pergunta precisa caber em um esquema: PICO para intervenções, PEO para exposições, PICo para questões qualitativas, PCC para revisões de escopo. É desse esquema que saem os critérios de elegibilidade e os blocos da busca.
  2. Critérios de elegibilidade. Escritos antes de olhar os resultados. Definir população, tipo de estudo, recorte temporal e idioma depois de ver os artigos é o caminho mais curto para viés de seleção.
  3. Estratégia de busca. Uma string booleana por base, com os termos de cada conceito unidos por OR e os conceitos entre si por AND. A string precisa ser publicada no artigo: é o que permite a alguém repetir a sua revisão.
  4. Deduplicação. A mesma referência aparece em várias bases. Remover por DOI e por título normalizado, e registrar quantas saíram.
  5. Triagem em duas fases. Primeiro título e resumo, depois texto completo. Em cada exclusão, o motivo fica registrado, porque o PRISMA exige o relato dos motivos e a banca sempre pergunta.
  6. Extração de dados. As características de cada estudo incluído em uma tabela padronizada, a Tabela 1: desenho, país, amostra e resultados-chave.
  7. Síntese e redação. Os achados articulados entre si e com a literatura, com o fluxograma PRISMA, a Tabela 1 e o checklist de 27 itens acompanhando o manuscrito.

Onde a maioria trava

Quase ninguém desiste na etapa da pergunta. O abandono acontece na triagem, quando a planilha passa de mil linhas, e na redação, quando é preciso transformar números soltos em texto defensável. São as duas etapas mais operacionais e as que menos dependem da inteligência do pesquisador: é exatamente aí que faz sentido usar uma ferramenta.

A outra armadilha é a documentação. Muita gente faz a triagem no Excel sem anotar o motivo de cada exclusão, e descobre na qualificação que não consegue reconstruir o próprio caminho. Revisão sem rastro é revisão que não se defende.

Quanto tempo isso leva

A literatura metodológica estima entre seis meses e dois anos para uma revisão sistemática conduzida manualmente, com boa parte desse tempo consumido por triagem, extração e formatação. É por isso que a revisão costuma ser o gargalo do mestrado e do doutorado, e não a coleta de dados primários.

Perguntas frequentes

Preciso de dois revisores independentes?

O PRISMA recomenda dois revisores na triagem, para reduzir erro e viés. Se a sua revisão for conduzida por uma pessoa, isso não invalida o trabalho, mas deve ser declarado nas limitações.

Revisão sistemática precisa de meta-análise?

Não. Meta-análise é a síntese estatística dos resultados, possível apenas quando os estudos são comparáveis o bastante. Uma revisão sistemática com síntese narrativa continua sendo uma revisão sistemática.

Quantos artigos uma revisão sistemática precisa incluir?

Não existe número mínimo. O que importa é que a busca tenha sido abrangente e que o funil esteja documentado. Revisões com poucos incluídos costumam evidenciar justamente a lacuna que justifica a pesquisa.

Conduza a sua revisão sem o trabalho braçal

O SistematIA conduz as etapas do PRISMA 2020 da pergunta ao manuscrito: busca real, triagem com o motivo de cada exclusão, Tabela 1, fluxograma, sete gráficos já interpretados, checklist de 27 itens e o texto completo redigido, em seis idiomas. Sem escrever um único prompt.

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